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SUGESTÃO AOS SENHORES 513+81

Autor : Oswaldo Cruz

Não sei exatamente como iniciar o que pretendo dizer. É que existem armadilhas a esperar por pessoas humildes como eu mas que procuram falar o que pensam, para castiga-las exemplarmente. Mesmo assim, começo por dizer que acho que coisas mal elaboradas devem ser revistas. Há causadores dos males que a nossa Justiça se vê obrigada a deixar passar em branco; terem seus autores com liberdade assegurada. Vamos citar um exemplo do que digo: “Um rapaz ( não estou autorizado a chamá-lo de assassino), mata sua namorada, vai para a FEBÉM por ser menor de idade; Dois ou três anos depois consegue ter sua liberdade assegurada – e com carteira de trabalho limpa – Nada constará nesta somente pelo fato de que ele era de menor idade quando matou – Só por isso terá sua liberdade assegurada ao completar vinte e um anos. Ele volta à liberdade total e com todos os direitos que têm os rapazes honestos. Quais são os culpados dessa aberração ? Todo mundo sabe, mas entre quinhentos e treze mais oitenta e uma pessoas, a maioria acha que isso é correto. Acho ainda que entre esses 513+81 encontraremos alguns que sabem perfeitamente fazer expressões de homens honestos e inatacáveis; mas só pelo fato de conviverem naquele meio – às vezes por vários mandatos – e nada contarem ao povo, também não são “flor-que-se-cheire” Citemos mais um caso: Um homem não permite que saiam do País as gemas (pedras preciosas) sem que o negócio passe pelas suas mãos. Ele fora e ainda é Ministro que no passado era colega tinha como colega um outro que em seguida chegou a ser Presidente da República. Muito bem. Tendo vindo à tona os seus ilícitos, foi preso. Porém um preso sorridente, pois ele e o Presidente da República sabiam até os respectivos números das contas nos Bancos da Suíça . Sabia que o ex-colega acabaria por dar um jeito na sua situação, sob o risco de também ser denunciado pelo também sem-vergonha e ir fazer-lhe companhia no presídio (por isso, um presidiário sorridente). E na verdade tinha toda a razão porque o outro conhecia intimamente um Juiz que se vendia. Esse Juiz não considerou o “cara” como se fosse inocente; mas deu-lhe a liberdade inocentando-o (quero dizer: dando-lhe de presente a inocência) Finalmente, senhores 513=81, vamos trabalhar nessa revisão que, há muito se faz necessária. A não ser que desejem continuar a serem taxados como iguais aos demais.

* * FIM * *

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